Blog da Professora Lúcia Leiro

08/28/2011

Menção/Mensão honrosa

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 23:37

Embora professora licenciada em Letras, não me vejo dentro de um perfil elitista, purista da língua, mas isso não significa que não me incomode com alguns desvios gramaticais presentes em algumas matérias escritas em jornais e revistas, principalmente quando se é ortográfico. Em um site sobre cinema, li o seguinte título: ”

Estudante baiano recebe Mensão Honrosa no Festival Claro Curtas”

O sentido da palavra em questão refere-se a um tipo de distinção que se recebe em razão da excelência de um trabalho, o que parece ser o caso do estudante baiano. Neste sentido, a grafia da palavra seria menção, que segundo o dicionário Houaiss significa registro ou nota, alusão, referência, o que é pertinente ao tipo de destaque que o produtor de vídeo de Irecê recebeu do júri. No entanto, fica a dúvida se houve um desvio em razão de desconhecimento ou se por falta de atenção, já que em outro momento do texto a palavra é grafada corretamente:

ENSINO MÉDIO
Comissão julgadora: A segunda lei da termodinâmica, de Francisco Schuller Isensee (São Paulo, São Paulo)
Júri popular: A cor do tempo, de Augusto Gowert Tavares  (Pedro Osório, Rio Grande do Sul)
Menção honrosa: Perspectiva, de Caique Melo De Oliveira (Irecê, Bahia)

Como os textos hoje em dia são escritos a muitas mãos, fica a dúvida se os autores dos textos são os mesmos. De qualquer sorte, a matéria assinada pela “redação”  deveria ser revisada com mais cuidado antes de ser publicada.

Fonte: http://www.cineinsite.com.br/materia/materia.php?id_materia=11891

08/08/2011

A letra cursiva

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 23:03

Hoje saiu uma matéria no jornal A Tarde sobre a letra cursiva e o seu quase desuso nas escolas, graças ao computador. Em uma das imagens publicadas na página havia uma sala de aula com estudantes fazendo uso do netbook e mais abaixo outra imagem mostrando uma professora fazendo uso do quadro de giz para ministrar as aulas. Para além das discussões sobre a caligrafia do estudante, a matéria mostrava o abismo entre realidades educacionais tão diferentes do ponto de vista da tecnologia, o que posterga a discussão, pelo menos em se tratando de Brasil (a discussão surgiu de uma matéria nos EUA). O que vemos é uma questão que envolve a dificuldade do aluno em desenhar a letra  distinguindo os traços de cada uma delas. O “m” deixou de ter três movimentos para cima para confundir-se com o “n” que tem apenas dois. Na digitação, com a fonte que uso neste texto (times news roman) o “m” tem dois movimentos para cima enquanto que o “n” apenas um, o que causa uma mudança em relação a caligrafia de anos atrás. De qualquer sorte, no texto manuscrito, há uma questão de legibilidade que considero importante, já que para que se entenda é importante que se diferencie o movimento de cada letra.

História ou Estória?

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 22:53

Uma vez me perguntaram sobre a grafia das palavras história e estória na sala de aula. Lembro-me que muitos anos atrás diferenciávamos as duas de acordo com o conceito de fato e ficção. Em inglês, há ainda a distinção entre History (com “H” maiúsculo) para designar a história enquanto ciência e story para designar ficção. Assim o “s” de “love story” seria grafado dessa forma por se tratar de uma história fantasiosa, fruto da imaginação, por mais real que a experiência possa ser. Mas se quisesse me refetir a história do amor (no ocidente, por exemplo) em inglês seria History of Love (in Western). Em português, o mal-estar ficou a cargo da dificuldade de delimitar claramente a linha divisória entre realidade (fato) e ficção, por isso a palavra história passou a ser grafada com “h” para ambos os casos, caindo em desuso a forma estória para se referir a ficção. Não se trata de erro, mas de pensar se a fronteira entre a realidade e a ficção é tão bem demarcada a ponto de recorrermos a duas grafias distintas.

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