Blog da Professora Lúcia Leiro

06/27/2010

Há limites para o poder dos árbitros?

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 22:12

Injusto.

É injusto um time jogar uma partida de futebol de forma tão desigual. Alguns jogos da Copa tem tido essa peculiaridade: um time que deveria ter onze jogadores, pela regra oficial, se apresenta com doze, devido a atuação de alguns árbitros. A diferença deste jogador especial, em relação aos demais, é que ele tem poderes para que os outros onze o obedeçam. Não estou falando de mal posicionamento dos árbitros no campo favorecendo as jogadas de um time, mas de uma falta de humildade em reconhecer as limitações do olhar humano. O olho do árbitro não é o olho de deus.

No jogo que aconteceu hoje entre Alemanha e Inglaterra, tivemos duas falhas que conduziram a Inglaterra a saída da Copa. Um gol que foi invalidado por impedimento, quando não houve, e um gol com a bola que bateu na parte superior da trave alemã e caiu 33 cm dentro do gol. Este último lance foi determinante para abater a Inglaterra, já que nesta etapa da Copa os times se preparam apenas para vencer. Contudo, uma coisa é um time sair de um campeonato reconhecendo que não fez um bom jogo no dia, outra coisa é não ter tido espaço para mostrar isso por conta de uma má atuação do juiz.

Penso que seja URGENTE mudar esse olho de deus (que por sinal, muitas vezes, não vê nada) que destrói qualquer oportunidade de um time prosseguir em um campeonato e, também, deixa de oportunizar que os jogadores tenham  tempo e espaço para mostrar seu talento. É lamentável avaliar um time em uma situação tão deslealmente desfavorável.  É lemantável que não haja ainda uma forma de limitar os poderes dos juízes.

Uma forma de minimizar essa situação, seria disponibilizar a tecnologia para consulta e assim elucidar qualquer dúvida ou interpretação equivocada. Seria mais justo.  Hoje no jogo da Argentina e México, o árbitro parou o jogo para consultar o banderinha sobre a validade de um gol. O gol foi ilegal, o jogador estava impedido, mas foi validado, para loucura dos mexicanos.

As trinta e duas câmeras não devem apenas oferecer espetáculo para o público, mas devem ser usadas para ajudar o futebol na aplicação correta das regras. Fica visível que o futebol deve usar o meio eletrônico como acontece em outras modalidades esportivas.

Os juizes, hoje, são os maiores adversários do espetáculo futebolístico ou, melhor, aqueles que mantêm as regras anacrônicas. Evitar o uso da tecnologia é ruim para todos, inclusive para o juiz que fica desrespeitado.

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06/23/2010

Esporte e nação

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 22:06

Quem acha que esporte e política não têm nada a ver, após a repercussão da derrota da França na Copa da África do Sul, tem todos os motivos para mudar de idéia. O jornal argentino El País publicou uma matéria expondo a preocupação do presidente Sarkozy com os desdobramentos da saída da seleção francesa da Copa. O futebol é hoje, sem dúvida,  o esporte que mais reflete a nação ou pelo menos reinventa o sentimento nacionalista, daí a temeridade de ser um país que não apenas perdeu jogos, mas que, sendo a campeã, tinha, pelo menos, a responsabilidade de passar para as oitavas.

O sentimento nacionalista foi rasurado e o presidente, que cuida para que esse sentimento seja fortalecido, entende que o abatimento desse sentimento, base dos estados modernos, pode ter repercussões na vida política do país, inclusive porque o presidente representa a nação, assim como o time que foi para a África. Dessa forma, as duas representações passam a ser associadas, ligando a imagem de fracasso do time a do presidente.

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