Blog da Professora Lúcia Leiro

11/21/2009

POSTAR E COMENTAR: O USO DE BLOGUES COMO GÊNERO DE DISCURSO NO ENSINO DA GRADUAÇÃO.

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 23:30

O Resumo abaixo foi apresentado no II Congresso de Pesquisadores do Recôncavo Sul – II COPERSUL, em Amargosa, pela Universidade Federal do Recôncavo, com o subtema Educação e Interdisciplinaridades. http://www.ufrb.edu.br/copersul/

Lúcia Leiro[1] , Anamaria Borges[2], Ana Cristina Mascarenhas[3] , Isadora Evangelista[4]

Resumo: O artigo a ser comunicado tem como objetivo fazer uma análise das experiências de sala de aula acumuladas em quatro semestres, nas disciplinas Língua Portuguesa e Português Instrumental do curso Bacharelado em Ciências Contábeis da UNEB, Campus XIX, Camaçari. Esses estudos são referentes à produção de blogues como ferramenta de aprendizagem e produção de conhecimento. Com base no conceito de gênero de discurso (Bakhtin) e de interacionismo sociodiscursivo (Bronckart), articulando-os aos princípios pedagógicos da universidade de interseccionalizar ensino e pesquisa, analisaremos a metodologia de trabalho assim como o recurso do blogue no processo ensino-aprendizagem.  Além disso, discutiremos o papel da avaliação e como os blogues alteram a visão desse processo, tornando-o mais eficiente quanto aos propósitos e ao mesmo tempo propiciando um maior espaço de interlocução, intertextualidades, trocas, exercício das diferentes habilidades humanas, sobretudo com maior autonomia do aluno. As atividades realizadas em sala de aula, desde a elaboração de um projeto de estudo até a postagem de um texto reflexivo no blogue são todas coordenadas pelo professor cujo papel se amplia, conferindo-lhe uma inserção mais política no processo de ensino.


[1] Doutora em Letras pela Universidade Federal da Bahia, professora adjunta da Universidade do Estado da Bahia. lleiro@uneb.br  [2] Graduanda do Curso Bacharelado em Ciências Contábeis da Universidade do Estado da Bahia. anadalem@bol.com.br [3] Graduanda do Curso Bacharelado em Ciências Contábeis da Universidade do Estado da Bahia. anacristina.mnbatista@hotmail.com [4] Graduanda do Curso Bacharelado em Ciências Contábeis da Universidade do Estado da Bahia. isa_nanda_vini@hotmail.com

11/16/2009

Ciência e as mulheres

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 02:23

Há um certo tempo, o reitor da Universidade de Havard, a mais prestigiada universidade norte-americana,  declarou que as mulheres tinham menos aptidão para as ciências, afirmação que provocou grande reação, sobretudo das feministas. 

A afirmação do professor traz como referência  naturalmente as ciências exatas, pois ainda hoje entre os nossos cientistas a idéia de ciência está diretamente ligada às ciências “duras”. Sem querer falar o óbivo, isto é, de que existem outras áreas científicas, a questão é mais profunda, pois trata-se de procurar entender os motivos que afastam as mulheres das ciências e se a sua presença muda substancialmente a forma de fazer ciência.

Maria da Conceição Costa, pesquisadora sobre o assunto, diz que as mulheres são abduzidas ao longo da carreira, o que significa dizer que durante o percurso, elas vão sendo desmotivadas, preteridas, desqualificadas, forçando-as a focar em outros projetos, como a maternidade, por exemplo, além de tantas outras pressões socioculturais que as afastam da disputa pelos espaços de poder nas ciências.

Volto a dizer que quando se fala em ciências pensa-se na matemática, física, química,  isto é, nas ciências exatas, mas não nas ciências humanas onde a concentração de mulheres é maior.

11/14/2009

MILITÂNCIA ONLINE

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 09:56

Npoliticaada como a sala de aula para fazer proliferar idéias, debates e terminologias. A última que escutei, foi de um aluno do Curso de Administração da UNEB em Salvador [excelente turma, por sinal], em um momento raro de discussão sobre política [raro porque nessa turma leciono a disciplina Inglês I]. A questão emergiu diante da discussão sobre a  idéia de ativismo, militância e revolução.

Uma das hipóteses afirmava que haveria uma mudança na forma de fazer política, sendo mais diferente dos contatos [e conflitos] físicos,  mas através do contato com a palavra, por meio das redes sociais. Já a outra hipótese discordava dessa possibilidade, pois via na militância online uma tendência ao individualismo, já que o ativismo pressupõe coletividade, agrupamento, o que não coadunava com a postura individualista de uma “militância” internética.

Um dos pontos da questão referia-se às massas, isto é, como seria a participação desse grupo no processo político. Nesse momento, me vem a idéia das massas nas lanhouses, nos jogos, orkuts e msn. A minha pergunta é: o que entendemos de política e se existe no acesso a essas mídias sociais uma inserção política.

Sem querer cair na polarização, o debate está posto. Existe ou não uma forma diferente de mudarmos as desigualdades sociais e a forma de fazer política?

11/09/2009

FAÇA O SEU BLOG!

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 19:10

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Blogues no ar e já produzidos:

http://uneb-campus19.blogspot.com/

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Mais dois no prelo

11/01/2009

Mulheres sem nenhuma importância

Filed under: Uncategorized — ltleiro @ 16:20

O título nos remete a um conto de Sonia Coutinho e uma narrativa enxertada no livro Ilhas Cercadas, de Maria do Carmo Pinheiro Torres. Essas duas escrioras, a primeira baiana e a segunda portuguesa, pertencentes a uma mesma geração, talvez nem se conheçam, mas trouxeram para seus escritos a discussão sobre mulheres que não são vistas, que são destratadas, invisíveis. Essa questão, largamente discutida entre as escritoras desde o século XVIII, parece não ter fim. Está tão arraigada que a heroína do Quarteto Fantástico tem como poder ficar invisível e, muito recentemente, o cinema brasileiro tematizou a invisibilidade da mulher, vivida por Luana Piovani.

Nos últimos meses, vimos o impacto midiático de uma professora que subiu no palco para performatizar uma dança, exibindo as nádegas para o público enquanto o cantor levantava o seu vestido mostrando um modelo de calcinha homônimo ao refrão da música “Toda Enfiada”. Mais recentemente, uma aluna de graduação, ao usar um vestido curto na faculdade, foi desqualificada ao som uníssono de seus colegas que a chamavam de “puta”. A aluna conseguiu sair da faculdade escoltada pela polícia.

Chamo a atenção para os desdobramentos disso. Em ambas as situações, as mulheres foram parar em programas de TV e tendo seus momentos de visibilidade.  A professora é presença constante nos shows de pagode na Bahia e a aluna tem aparecido na televisão em programas sensacionalistas.

Parece-me que a discussão sobre a visibilidade da mulher é uma questão ainda a ser muito debatida dentro do movimento feminista, pois o que está em jogo é o que na mulher é valorizado neste modelo de sociedade e que aparece  nesses exemplos aqui trazidos. Não me importa aqui a moral, mas o motivo pelo qual essas mulheres lançam mão do artifício da erotização do corpo para obter seus propósitos. O que elas estão dizendo é muito mais do que vemos. Elas estão claramente, mas, também, inconscientemente, mostrando o que elas aprenderam da cultura: uma mulher só tem como valor o seu corpo fetichizado, erotizado, significado para o consumo e espetáculo dos homens.

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