Hoje saiu uma matéria no jornal A Tarde sobre a letra cursiva e o seu quase desuso nas escolas, graças ao computador. Em uma das imagens publicadas na página havia uma sala de aula com estudantes fazendo uso do netbook e mais abaixo outra imagem mostrando uma professora fazendo uso do quadro de giz para ministrar as aulas. Para além das discussões sobre a caligrafia do estudante, a matéria mostrava o abismo entre realidades educacionais tão diferentes do ponto de vista da tecnologia, o que posterga a discussão, pelo menos em se tratando de Brasil (a discussão surgiu de uma matéria nos EUA). O que vemos é uma questão que envolve a dificuldade do aluno em desenhar a letra distinguindo os traços de cada uma delas. O “m” deixou de ter três movimentos para cima para confundir-se com o “n” que tem apenas dois. Na digitação, com a fonte que uso neste texto (times news roman) o “m” tem dois movimentos para cima enquanto que o “n” apenas um, o que causa uma mudança em relação a caligrafia de anos atrás. De qualquer sorte, no texto manuscrito, há uma questão de legibilidade que considero importante, já que para que se entenda é importante que se diferencie o movimento de cada letra.
08/08/2011
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